terça-feira, 15 de abril de 2008

Resumo de Filosofia

Ai vão algumas coisas que achei relevantes no texto “Filosofia: elucidações conceituais”. (Cap.4) relacionadas também a algumas de outras leituras.
Estudem também pelos textos, pois estes são apenas alguns pontos que considerei importantes para facilitar a retenção de informações na memória, o que não exclui de forma alguma os de mais dados propiciados pelos textos fornecidos pelo Prof. Ériko.

Filosofia:

Forma racional de compreensão do mundo, homem, realidade, etc. É uma forma crítica de ver o sentido e significado do mundo e das coisas e que direciona a vida dos indivíduos e do coletivo. Relaciona-se a nossa práxis, e tem por objetivo também criticar as mesmas, tais como, por exemplo, as praticas das ciências e seus métodos. Visa também entender o que é a arte, as questões que tratam sobre o bem e o mal (ética), enfim...um “Conhece-te a ti mesmo” e um “conhece o mundo”.
Nasce do espanto e admiração de si e do mundo. Não seria uma posse da verdade, mas sua busca.

A partir do inventário do senso comum que se pode iniciar o processo crítico do próprio entendimento do mundo. O primeiro passo no exercício do filosofar é identificar os princípios do senso comum que dão sentido e razão de ser à nossa existência. O segundo passo desse exercício é produzir uma crítica sistemática da concepção fragmentária, ingênua e contraditória do mundo. O terceiro passo do filosofar é resultado do segundo: a construção de um entendimento coerente, orgânico e sistemático de compreender a realidade.

O modo de exercitar o saber filosófico em Sócrates continha duas partes: a primeira denominava-se “ironia”, que em grego possui o significado de “perguntar”, tinha por objetivo questionar o entendimento comum que os interlocutores de Sócrates tinham dos fenômenos, fatos, acontecimentos cotidianos, etc. Quando ele percebe que seus entendimentos de mundo eram frágeis ia para o segundo passo chamado “maiêutica”, que significava parto, ele dizia ter herdado isso de sua mãe que era parteira, porém ele auxiliava a dar a luz idéias verdadeiras, verdade essa que direcionaria a prática moral dos seres humanos.

Dialética Platônica significa retomada da maiêutica socrática, acrescentando a contraposição, em que as intuições vão sendo contrapostas até que se chegue a um ponto mais aproximado das essências ideais. Ele trata do mundo das idéias, ou seja, das essências, portanto do verdadeiro.

Aristóteles levou a filosofia a um maior exercício lógico. Procedia por meio do encadeamento de proposições lógicas, seu raciocínio dedutivo tentando assim chegar a verdade. Ele ia das considerações genéricas para as especificas, formulando as proposições universais assumidas como verdadeiras para que delas deduzisse outras proposições coerentes.

Santo Agostinho retoma na idade média parte da forma de filosofar da antiguidade grega. Para ele a verdade esta dentro de si mesmo, de sua alma e que coincidia com Deus. Sua obra Soliloquium trata de fazer diálogos consigo próprio.

Essas são algumas das informações dos de mais textos:
(OBS: não tratei resumidamente de todas as partes devido ao pouco tempo que tive disponível; Ficou também excluso o texto “Principais períodos históricos”).

Sócrates é condenado à morte por envenenamento (por ingestão de cicuta), acusado de corromper a juventude e negar os deuses da cidade. Teria na realidade perturbado com a ordem e poder social estabelecido que favorecia certos grupos e indivíduos que desejavam manter as coisas como estavam.
Guiava-se pelo principio de que nada sabe, e disso parte para o questionamento do que lhe era familiar.

Filosofia de vida seria um filosofar espontâneo de todos nós. Contudo a reflexão do filósofo tem exigências de rigor que vão além do que é habitualmente proposto pelo senso comum.

A filosofia seria radical por buscar explicitar os conceitos fundamentais usados em todos os campos do pensar e do agir. A reflexão filosófica deve ser rigorosa, em método, linguagem, sistematização. A filosofia é globalizante no sentido de visar ao todo, possui uma função interdisciplinar estabelecendo elos entre as diversas formas do agir e pensar humanos.

Filosofia e ciência:

A ciência tende para a especialização enquanto a filosofia ainda visa o todo. A ciência adquire maior objetividade, devido as suas investigações e verificabilidade, que lhes permitem uniformidade de conclusões. Cientistas também muitas vezes se utilizam das questões filosóficas em seus estudos, ao tentar, por exemplo, entender o que é ciência, o que é método, qual sua validade, etc.
A filosofia pode fazer uma discussão moral sobre as implicações das ciências e seus resultados éticos, seus métodos, etc.

Formas de conhecer:

*Intuição:

É o ponto de partida do conhecimento, possibilidade de invenção, descoberta, grandes “saltos” no saber humano.
Intuição sensível: Conhecimento imediato dado pelos órgãos dos sentidos.
Intuição inventiva: Intuição do sábio, artista, cientista, quando criam novas hipóteses; também na vida diária, enfrentamos situações que exigem soluções inventivas, verdadeiras invenções súbitas.
Intuição intelectual: é a que se esforça por captar diretamente a essência do objeto.

*Conhecimento discursivo:

É o conhecimento que se dá por meio de conceitos. Opera por etapas, encadeamento de idéias, juízos e raciocínios que levam a determinada conclusão. Para isso a razão precisa abstrair (“isolar”, “separar de”). O fazemos, por exemplo, ao separarmos um elemento de uma representação.



A verdade

O falso e o verdadeiro não estão na coisa mesma, mas no juízo, no valor de verdade da afirmação, no qual se estabelece o vínculo entre sujeito e objeto. Há verdade ou não dependendo de como aparece para o sujeito que conhece. Por isso dizemos que algo é verdadeiro quando é o que parece ser.

Ceticismo e dogmatismo

Dogmatismo é a doutrina segundo a qual é possível atingir a certeza. Do ponto de vista religioso é a verdade fundamental e indiscutível de uma doutrina. No campo não religioso passa a designar as verdades não questionadas e inquestionáveis, a pessoa de posse da verdade fixa-se nela e abdica de continuar a busca. O mundo muda e os acontecimentos se sucedem e ele permanece petrificado nos conhecimentos dados de uma vez por todas.
Ceticismo significa “procura”, “investigação”, diz que a sabedoria não consiste em alcançar a verdade, mas somente em procurá-la. O cético tanto observa e tanto considera o que conclui, nos casos mais radicais, pela impossibilidade do conhecimento. Nas tendências moderadas orienta-se para a suspensão provisória de qualquer juízo ou admite uma forma relativa de conhecimento (relativismo), reconhecendo os limites para a apreensão da verdade.

Um comentário:

Raissa disse...

Nossa... muito bom esta postagem, relata direitinho sobre o texto...

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